Estou mesmo a precisar de me perder um bocadinho. Deixar tudo, ficar sem noção. Se calhar, se me perder, com sorte, encontro-me. Ao meu 'eu' certo, que resolveu fugir há um tempo. Sabes a folha que falei?
Acho que ainda está presa à árvore. A envelhecer, castanho mel. A encher-se de sonhos e sorrisos. A aprender a amar, com cuidado. À espera do vento. Sempre à espera da tempestade.
Voz12.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
buraquinhos.

Pois é. Deixaste-me com o coração cheio de buraquinhos. Agora, queres voltar a preenchê-los. Não é? Pois é. Só que agora, já tratei desse assunto. Tapei-os. Com paisagens, fotografias, com abraços. Com música, sentimentos. Tapei-os com aquele amor que precisava quando não estiveste comigo. Agora?
Trata de tapar os teus também. Só não contes com a minha ajuda.
Voz.12
terça-feira, 29 de março de 2011
?
E quero dizer-te tanta coisa , ainda.
E quero olhar para ti, sem ter de recorrer a fotografias.
E quero ver as tuas expressões, meio indecifráveis.
E quero poder ligar-te para adormecer contigo ao telefone.
E quero que me abraces outra vez.
E quero. E quero. E quero.
Sabes ?
É em ti que penso antes de adormecer.
E acordo mais feliz assim.
Dou mais sorrisos.
Será que sabes?
...
Voz. 11
terça-feira, 8 de março de 2011
amor e AMOR.
Depois do que vivi nestes dias, só consigo pensar que a maioria das pessoas não sabe o que é o amor. O que senti fez-me querer que o amor se encontra numa expressão. No sorriso de alguém que nos faz sorrir de volta. Num afago no rosto, num simples "bom dia" de manhã, (daqueles felizes). Falam da crise, do mundo que vai todo mal. É verdade. Mas será que isso implica que nos tornemos tristes, conformados ? Não. Há que amar as coisas. Cada palavra que dizemos, cada gesto, cada passo que damos em frente deve ser dado com AMOR. O problema não é o mundo. O problema somos nós.
Nestes dias, senti AMOR. Agradeço-Te por isso.
Agora, venham dizer-me que o AMOR é um conjunto de reacções químicas, hormonas, e aqui vai disto. Venham até esfregar-me na cara que só dizemos coisas queridas porque sabemos que vamos ser beneficiados de alguma forma. Venham dizer-me que é tudo apenas uma forma para sobrevivermos na sociedade. Sim, claro. Já pensei assim. Já todos pensámos que funcionasse assim. Mecanismos biológicos complexos. Instintos. Só tenho uma coisa para vos dizer: os abraços que recebi hoje, aniquilam todo este tipo de pensamentos. Agora percebo, e tenho uma concepção diferente. Obrigada Paizão. SOU GPS (:
Voz.11
sexta-feira, 4 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
interrogação de ser.

Confusão fogo. Devia estar feliz, sempre. Mas tudo o que consigo obter é uma felicidade momentânea. Só a tenho quando estou contigo. Quando chego a casa, sozinha, fico vazia. Entediada. Aborrecida. Só apetece chorar, não percebo porquê. Pior do que estar deprimido, é estar nesta variação imprevisível de índice humorístico. Já há algum tempo que não tinha a vontade, essa vontade súbita de me atirar para o chão. De gritar. Aí há 15 minutos dei um estalo na cara. E soube bem, acho que mereci, para ver se deixo de ser palerma. Vou deixar o piano, vou deixar os livros, vou deixar a guitarra. Vou deixar a caneta, o papel, a arte, os estudos. Estou completamente queimada. Literalmente. Eu sinto, este aperto no peito, esta densidade sei lá do quê. É uma massa, uma coisa estranha que de quando em vez, decide alterar o meu ritmo cardíaco. Quero sonhar, não consigo. Porquê ? Que mundo é este ?
Voz.11
Voz.11
domingo, 19 de dezembro de 2010
gravidade .
De que vale mapear o futuro?
Somos assim tão capazes e tão "donos de nós"? Possuimos o domínio total da nossa vida?
Imaginem-se uma folha. Ela voa. Ela pensa que é livre. O que a folha não sabe, é que só conseguiu viajar no vento porque o Sr. Outono a deixou fugir da àrvore. Será verdade?
A única certeza que podemos ter, é que quando o vento pára, a folha cai. É tudo uma questão de gravidade.
Voz.2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
lágrima.

Pela primeira vez em tanto tempo vou adormecer sem me imaginar nos teus braços. Pela primeira vez em meses, vou tentar esquecer cada contorno do teu rosto, cada saliência das tuas mãos, que tanto tempo demorei a saber de cor. Vou dizer que o "para sempre" não existe, e que a vida é um conjunto de efemeridades mais ou menos extensas. Pela primeira vez, vou fingir que não te quero a meu lado. Vou fingir que tudo foi superficial, descabido, sem nexo. Pela primeira vez em tanto tempo...a lágrima teve saudade de mim.
Voz.10
sábado, 30 de outubro de 2010
coração.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
semente

Estamos em Agosto. Ando com um saquinho de sementes à tua volta. Faço um furinho no chão, com cuidado. Ponho uma semente. Rego. E vou esperando. Esperando, esperando, esperando. Às vezes apetece-me por adubo, para crescer depressa, mas tenho paciência. E vou esperando. Depois, fico frustrada, porque não cresce nada ali. Nem verde, nem folha, nem flor. Nada. Faço outro furinho no chão, e repito tudo novamente. Nada. Se calhar é do calor. Alguém me diz em que altura do ano se deve semear felicidade?
Voz.10
Voz.10
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
lixos orgânicos
Isto está tudo errado, e não te percebo. Aquilo que nos unia e nos mantia conectados, ardeu. Agora, cinza apenas. O problema, é que recuso-me a aceitar isso. Não suporto a ideia de que não te consigo fazer feliz, nem ajudar, nem estar contigo. No fundo, não suporto o facto de que te sou totalmente inútil. Se não sirvo de nada, não percebo porque raio não me deixaste (ou já deixaste, e eu como sou palerminha, continuo a achar que não). Vai. Deixa-me sentada no chão do alpendre a olhar para uma meia lua e a compor canções nostálgicas. Deixa-me a palavrar num caderninho verde, enquanto me cheira a lixos orgânicos porque é 01:42 e os senhores da câmara municipal de Castro Marim resolveram recolher os resíduos. O velhinho da casa ao lado disse-me para que se ' tibesse carência de alguma coisa, em qualquer ebentualidade, ele me probidênciaba o que foche nechechário ' . Obrigada velhinho, soube bem ouvir isso.
Ps: Provavelmente o texto não tem sentido. Paciência. Se o que digo não tem sentido, isso poupa muito trabalho, porque não temos que encontrar sentido nenhum.
Voz.10
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Comfortable
You were my first love,
Is just dumb, dumb stupid love
A technicality
You will always be ahead from me
Tell me
Why I have to practice on you
Why I have to practice on your heart.
John Mayer, Comfortable
Is just dumb, dumb stupid love
A technicality
You will always be ahead from me
Tell me
Why I have to practice on you
Why I have to practice on your heart.
John Mayer, Comfortable
terça-feira, 20 de julho de 2010
corn flakes

Já não te conheço. Já não te preocupas com a minha reacção às palavras, nem pedes mil desculpas quando dizes algo menos bom. Encontras defeitos em tudo. Parece que sou um estorvo na tua vida, alguém com quem tens a obrigação de falar. Preciso de espontâneadade, de força, de sentimento. Vivacidade, optimismo. Também me apetece desistir, também estou farta de levar com nãos atrás de nãos. Não penses que é mais fácil para mim, porque não é. Estou a perder a esperança em nós, e não quero. Não quero que olhes para mim com ar inquisitivo, não quero que me compares com a minha irmã ( fogo, pareces o meu pseudo-avô, *eu depois explico isto*). Eu sou assim, distraída, palerma, desorganizada e taralhoca. Preciso que gostes de mim assim. O que aconteceu ao amor que guardavas ? Comeste - o com corn flakes ao pequeno almoço ?
Voz.10
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Ai é ?
Às vezes não mereces que eu seja tranquila e calma e paciente e querida e afins. Falas de certas formas que me irritam UM BOCADINHO. Não sabes ouvir um 'não' e calar. Tens sempre de amuar, tens sempre de falar torto. Se é para andar assim, a por paninhos quentes na conversa e a ceder, sinceramente, não me apetece. Percebo o teu lado, mas percebe o meu que ando há semanas a levar com comentários desnecessários por aqui. Tenho de começar a pagar-te na mesma moeda, para ver se gostas. A nível verbal, é o que faço aos outros, porque não fazê-lo a ti também? Ando a acumular há algum tempo. Se me dissesses isso na cara, já tinhas ouvido.
Voz.10
É que nem sei

Estou tão longe. Tão longe daquilo que quero, tão longe daquilo que sou. Dou por mim a devorar livros, para ver se as suas histórias me dão algum tipo de satisfação pessoal, porque a minha de certo que não dá. Adulterei-me, mudei demasiado em mim. Não sou nada disto. Tento encontrar alguma história semelhante à minha, só que com um final feliz, e não encontro. Então leio, leio mais ainda. E continuo sem encontrar.
Estou de férias, fechada em casa, com tempo de sobra para pensar nesta vida. E aflijo-me, porque tudo passa tão depressa, e não tenho tempo de me sentir realizada. Estou constantemente à espera que as coisas venham ter comigo, porque por mim só, não as consigo obter, e isso irrita-me profundamente.
Outra coisa. Eu devo ser parva. Porque carga de água é que tenho um namorado ? Ando há anos a dizer que não quero ninguém, que estou bem assim. Que me chega ter uma carrada de amigos, e que não preciso de amor masculino para nada. E ele tinha que morar longe, para facilitar ainda mais. Gosto mesmo dele, e ao mesmo tempo odeio-o. Estou constantemente a pensar nele. Nenhum ser humano devia de ocupar a minha mente de forma tão invasiva. Fico atrofiada só pelo facto de ele me tocar. Quando ele me beija, não consigo pensar sequer. Tenho muito amor ao meu raciocínio, e ele por vezes dá cabo dele. Fazendo um apanhado dos meus pensamentos numa aula de biologia : " Bora lá, tu consegues prestar atenção a isto. " " ATP, Ciclo de Calvin, TU, NADH, NADH+, TU, cadeia tranportadora de electrões, TU." É DE LOUCOS. Eu não aguento isto. Ele prende me, de uma forma tão estranha.
Imagino-me daqui a 2 anos, com um grupo de amigos, viola às costas, latas de atum, a fazer um InterRail durante um mês, pela Europa. Imagino-me a tirar enfermagem num sítio qualquer longe daqui, alugar um T0, trabalhar num local marado. Nas férias, comprar uma passagem de avião para um lugar qualquer baratinho e fazer couchsurfing. Aprender com os outros, dar mais de mim. Depois penso : então e ele ? ' não precisas dele '. Preciso sim. É que preciso mesmo.
Estou de férias, fechada em casa, com tempo de sobra para pensar nesta vida. E aflijo-me, porque tudo passa tão depressa, e não tenho tempo de me sentir realizada. Estou constantemente à espera que as coisas venham ter comigo, porque por mim só, não as consigo obter, e isso irrita-me profundamente.
Outra coisa. Eu devo ser parva. Porque carga de água é que tenho um namorado ? Ando há anos a dizer que não quero ninguém, que estou bem assim. Que me chega ter uma carrada de amigos, e que não preciso de amor masculino para nada. E ele tinha que morar longe, para facilitar ainda mais. Gosto mesmo dele, e ao mesmo tempo odeio-o. Estou constantemente a pensar nele. Nenhum ser humano devia de ocupar a minha mente de forma tão invasiva. Fico atrofiada só pelo facto de ele me tocar. Quando ele me beija, não consigo pensar sequer. Tenho muito amor ao meu raciocínio, e ele por vezes dá cabo dele. Fazendo um apanhado dos meus pensamentos numa aula de biologia : " Bora lá, tu consegues prestar atenção a isto. " " ATP, Ciclo de Calvin, TU, NADH, NADH+, TU, cadeia tranportadora de electrões, TU." É DE LOUCOS. Eu não aguento isto. Ele prende me, de uma forma tão estranha.
Imagino-me daqui a 2 anos, com um grupo de amigos, viola às costas, latas de atum, a fazer um InterRail durante um mês, pela Europa. Imagino-me a tirar enfermagem num sítio qualquer longe daqui, alugar um T0, trabalhar num local marado. Nas férias, comprar uma passagem de avião para um lugar qualquer baratinho e fazer couchsurfing. Aprender com os outros, dar mais de mim. Depois penso : então e ele ? ' não precisas dele '. Preciso sim. É que preciso mesmo.
Voz.10
domingo, 18 de julho de 2010
argh.
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