quinta-feira, 3 de março de 2011

?


"E o burro sou eu ?" Nem por isso. Sou eu.
voz11

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

find me .


vá. agora, encontra-me. isto não devia ser assim.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


É. dói sempre um bocadinho, no pensamento. Mas quando essa dor passa a barreira do conceptual, DÓI. E quando é assim, não é só um bocadinho.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

interrogação de ser.


Confusão fogo. Devia estar feliz, sempre. Mas tudo o que consigo obter é uma felicidade momentânea. Só a tenho quando estou contigo. Quando chego a casa, sozinha, fico vazia. Entediada. Aborrecida. Só apetece chorar, não percebo porquê. Pior do que estar deprimido, é estar nesta variação imprevisível de índice humorístico. Já há algum tempo que não tinha a vontade, essa vontade súbita de me atirar para o chão. De gritar. Aí há 15 minutos dei um estalo na cara. E soube bem, acho que mereci, para ver se deixo de ser palerma. Vou deixar o piano, vou deixar os livros, vou deixar a guitarra. Vou deixar a caneta, o papel, a arte, os estudos. Estou completamente queimada. Literalmente. Eu sinto, este aperto no peito, esta densidade sei lá do quê. É uma massa, uma coisa estranha que de quando em vez, decide alterar o meu ritmo cardíaco. Quero sonhar, não consigo. Porquê ? Que mundo é este ?


Voz.11

domingo, 19 de dezembro de 2010

gravidade .

De que vale sonhar alto à noite?
De que vale mapear o futuro?
Somos assim tão capazes e tão "donos de nós"? Possuimos o domínio total da nossa vida?
Imaginem-se uma folha. Ela voa. Ela pensa que é livre. O que a folha não sabe, é que só conseguiu viajar no vento porque o Sr. Outono a deixou fugir da àrvore. Será verdade?
A única certeza que podemos ter, é que quando o vento pára, a folha cai. É tudo uma questão de gravidade.
Voz.2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

lágrima.


Pela primeira vez em tanto tempo vou adormecer sem me imaginar nos teus braços. Pela primeira vez em meses, vou tentar esquecer cada contorno do teu rosto, cada saliência das tuas mãos, que tanto tempo demorei a saber de cor. Vou dizer que o "para sempre" não existe, e que a vida é um conjunto de efemeridades mais ou menos extensas. Pela primeira vez, vou fingir que não te quero a meu lado. Vou fingir que tudo foi superficial, descabido, sem nexo. Pela primeira vez em tanto tempo...a lágrima teve saudade de mim.


Voz.10

sábado, 30 de outubro de 2010

coração.


O coração regressou à origem, onde sempre deveria ter estado. Já o tinha procurado na música, nas estrelas, no olhar triste de alguém, no horizonte, lá ao longe. Mas só agora percebi: eras tu quem o tinha.
Voz.10