You were my first love,
Is just dumb, dumb stupid love
A technicality
You will always be ahead from me
Tell me
Why I have to practice on you
Why I have to practice on your heart.
John Mayer, Comfortable
sexta-feira, 23 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
corn flakes

Já não te conheço. Já não te preocupas com a minha reacção às palavras, nem pedes mil desculpas quando dizes algo menos bom. Encontras defeitos em tudo. Parece que sou um estorvo na tua vida, alguém com quem tens a obrigação de falar. Preciso de espontâneadade, de força, de sentimento. Vivacidade, optimismo. Também me apetece desistir, também estou farta de levar com nãos atrás de nãos. Não penses que é mais fácil para mim, porque não é. Estou a perder a esperança em nós, e não quero. Não quero que olhes para mim com ar inquisitivo, não quero que me compares com a minha irmã ( fogo, pareces o meu pseudo-avô, *eu depois explico isto*). Eu sou assim, distraída, palerma, desorganizada e taralhoca. Preciso que gostes de mim assim. O que aconteceu ao amor que guardavas ? Comeste - o com corn flakes ao pequeno almoço ?
Voz.10
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Ai é ?
Às vezes não mereces que eu seja tranquila e calma e paciente e querida e afins. Falas de certas formas que me irritam UM BOCADINHO. Não sabes ouvir um 'não' e calar. Tens sempre de amuar, tens sempre de falar torto. Se é para andar assim, a por paninhos quentes na conversa e a ceder, sinceramente, não me apetece. Percebo o teu lado, mas percebe o meu que ando há semanas a levar com comentários desnecessários por aqui. Tenho de começar a pagar-te na mesma moeda, para ver se gostas. A nível verbal, é o que faço aos outros, porque não fazê-lo a ti também? Ando a acumular há algum tempo. Se me dissesses isso na cara, já tinhas ouvido.
Voz.10
É que nem sei

Estou tão longe. Tão longe daquilo que quero, tão longe daquilo que sou. Dou por mim a devorar livros, para ver se as suas histórias me dão algum tipo de satisfação pessoal, porque a minha de certo que não dá. Adulterei-me, mudei demasiado em mim. Não sou nada disto. Tento encontrar alguma história semelhante à minha, só que com um final feliz, e não encontro. Então leio, leio mais ainda. E continuo sem encontrar.
Estou de férias, fechada em casa, com tempo de sobra para pensar nesta vida. E aflijo-me, porque tudo passa tão depressa, e não tenho tempo de me sentir realizada. Estou constantemente à espera que as coisas venham ter comigo, porque por mim só, não as consigo obter, e isso irrita-me profundamente.
Outra coisa. Eu devo ser parva. Porque carga de água é que tenho um namorado ? Ando há anos a dizer que não quero ninguém, que estou bem assim. Que me chega ter uma carrada de amigos, e que não preciso de amor masculino para nada. E ele tinha que morar longe, para facilitar ainda mais. Gosto mesmo dele, e ao mesmo tempo odeio-o. Estou constantemente a pensar nele. Nenhum ser humano devia de ocupar a minha mente de forma tão invasiva. Fico atrofiada só pelo facto de ele me tocar. Quando ele me beija, não consigo pensar sequer. Tenho muito amor ao meu raciocínio, e ele por vezes dá cabo dele. Fazendo um apanhado dos meus pensamentos numa aula de biologia : " Bora lá, tu consegues prestar atenção a isto. " " ATP, Ciclo de Calvin, TU, NADH, NADH+, TU, cadeia tranportadora de electrões, TU." É DE LOUCOS. Eu não aguento isto. Ele prende me, de uma forma tão estranha.
Imagino-me daqui a 2 anos, com um grupo de amigos, viola às costas, latas de atum, a fazer um InterRail durante um mês, pela Europa. Imagino-me a tirar enfermagem num sítio qualquer longe daqui, alugar um T0, trabalhar num local marado. Nas férias, comprar uma passagem de avião para um lugar qualquer baratinho e fazer couchsurfing. Aprender com os outros, dar mais de mim. Depois penso : então e ele ? ' não precisas dele '. Preciso sim. É que preciso mesmo.
Estou de férias, fechada em casa, com tempo de sobra para pensar nesta vida. E aflijo-me, porque tudo passa tão depressa, e não tenho tempo de me sentir realizada. Estou constantemente à espera que as coisas venham ter comigo, porque por mim só, não as consigo obter, e isso irrita-me profundamente.
Outra coisa. Eu devo ser parva. Porque carga de água é que tenho um namorado ? Ando há anos a dizer que não quero ninguém, que estou bem assim. Que me chega ter uma carrada de amigos, e que não preciso de amor masculino para nada. E ele tinha que morar longe, para facilitar ainda mais. Gosto mesmo dele, e ao mesmo tempo odeio-o. Estou constantemente a pensar nele. Nenhum ser humano devia de ocupar a minha mente de forma tão invasiva. Fico atrofiada só pelo facto de ele me tocar. Quando ele me beija, não consigo pensar sequer. Tenho muito amor ao meu raciocínio, e ele por vezes dá cabo dele. Fazendo um apanhado dos meus pensamentos numa aula de biologia : " Bora lá, tu consegues prestar atenção a isto. " " ATP, Ciclo de Calvin, TU, NADH, NADH+, TU, cadeia tranportadora de electrões, TU." É DE LOUCOS. Eu não aguento isto. Ele prende me, de uma forma tão estranha.
Imagino-me daqui a 2 anos, com um grupo de amigos, viola às costas, latas de atum, a fazer um InterRail durante um mês, pela Europa. Imagino-me a tirar enfermagem num sítio qualquer longe daqui, alugar um T0, trabalhar num local marado. Nas férias, comprar uma passagem de avião para um lugar qualquer baratinho e fazer couchsurfing. Aprender com os outros, dar mais de mim. Depois penso : então e ele ? ' não precisas dele '. Preciso sim. É que preciso mesmo.
Voz.10
domingo, 18 de julho de 2010
argh.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Bungee Jumping
Assusta-me. Assusta-me pensar na minha pequenez face a tudo o que está à minha volta, na minha insignificância. Assusta-me pensar que não vou ter tempo para fazer nem metade das coisas que quero fazer. Assusta-me pensar que no tempo durante o qual vivemos, não podemos imaginar tudo o que há para ser imaginado, nem ler, nem fazer, nem sentir tudo o que há para sentir. Quando penso muito, sinto um certo pânico. E não percebo as pessoas que se acomodam, e que acabam por viver agrilhoadas a sei lá o quê. Irrita-me o estereótipo. Assusta-me apaixonar-me por alguém e ir ficando, ir construindo a vida num lugar só. O único sítio onde quero construir coisas é no coração.
Há tanto que quero fazer. Costumam dizer-me que não há pressa. Que sou muito jovem, que há tempo. Concordo até certo ponto, mas estou tão farta de esperar pelo momento, se é que esse momento realmente existe.
Acabo quase sempre a olhar para o nada, e a pensar nos sonhos de vida e liberdade, presos em gavetas decréptidas, à espera que chegue ' o momento ' . E assusta-me a possibilidade de esses sonhos de perderem no meio do meu cérebro. De me acomodar, de perder a força, a determinação. Mas não vai acontecer. Comigo, não.
Ainda quero fazer bungee jumping.
Voz.10
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Túlipa,
Guardo a túlipa dentro de uma caixa.
Não quero preservar o seu aroma, não quero evitar que se degenere.
Guardo-a apenas porque temo esquecer o cheiro das tuas mãos quando ma entregaste.
Tenho esta ansia, a de te querer guardar, conservar-te só para mim, como as velhinhas fazem às flores.
Não quero perder memórias, porque não passam disso somente. Recordações, efemeridades, que com o tempo se alteram, que com o tempo se apagam.
Às vezes, diz-se que o que importa é o que fica no coração. Discordo.
O que fica no coração são os sentimentos. No cérebro, ficam as recordações que vão caindo no esquecimento. Assim, é sempre bom ficarmos com algo palpável. Algo com que possamos dizer, 'FOI ELA' , ' FOI AQUI ', já que as verdadeiras memórias se desvanecem.
Às vezes, penso o quão maravilhoso seria aprisionar o toque dentro de uma caixa, o cheiro num frasco, ou a adrenalina nas veias, só para relembrar.
Só para não esquecer aquele estado de alma, aquela túlipa, " única, pessoal, intransmissível ".
Voz.o9
Não quero preservar o seu aroma, não quero evitar que se degenere.
Guardo-a apenas porque temo esquecer o cheiro das tuas mãos quando ma entregaste.
Tenho esta ansia, a de te querer guardar, conservar-te só para mim, como as velhinhas fazem às flores.
Não quero perder memórias, porque não passam disso somente. Recordações, efemeridades, que com o tempo se alteram, que com o tempo se apagam.
Às vezes, diz-se que o que importa é o que fica no coração. Discordo.
O que fica no coração são os sentimentos. No cérebro, ficam as recordações que vão caindo no esquecimento. Assim, é sempre bom ficarmos com algo palpável. Algo com que possamos dizer, 'FOI ELA' , ' FOI AQUI ', já que as verdadeiras memórias se desvanecem.
Às vezes, penso o quão maravilhoso seria aprisionar o toque dentro de uma caixa, o cheiro num frasco, ou a adrenalina nas veias, só para relembrar.
Só para não esquecer aquele estado de alma, aquela túlipa, " única, pessoal, intransmissível ".
Voz.o9
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