quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

interrogação de ser.


Confusão fogo. Devia estar feliz, sempre. Mas tudo o que consigo obter é uma felicidade momentânea. Só a tenho quando estou contigo. Quando chego a casa, sozinha, fico vazia. Entediada. Aborrecida. Só apetece chorar, não percebo porquê. Pior do que estar deprimido, é estar nesta variação imprevisível de índice humorístico. Já há algum tempo que não tinha a vontade, essa vontade súbita de me atirar para o chão. De gritar. Aí há 15 minutos dei um estalo na cara. E soube bem, acho que mereci, para ver se deixo de ser palerma. Vou deixar o piano, vou deixar os livros, vou deixar a guitarra. Vou deixar a caneta, o papel, a arte, os estudos. Estou completamente queimada. Literalmente. Eu sinto, este aperto no peito, esta densidade sei lá do quê. É uma massa, uma coisa estranha que de quando em vez, decide alterar o meu ritmo cardíaco. Quero sonhar, não consigo. Porquê ? Que mundo é este ?


Voz.11