quinta-feira, 11 de novembro de 2010

lágrima.


Pela primeira vez em tanto tempo vou adormecer sem me imaginar nos teus braços. Pela primeira vez em meses, vou tentar esquecer cada contorno do teu rosto, cada saliência das tuas mãos, que tanto tempo demorei a saber de cor. Vou dizer que o "para sempre" não existe, e que a vida é um conjunto de efemeridades mais ou menos extensas. Pela primeira vez, vou fingir que não te quero a meu lado. Vou fingir que tudo foi superficial, descabido, sem nexo. Pela primeira vez em tanto tempo...a lágrima teve saudade de mim.


Voz.10

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